Prefaciar é testemunhar um nascimento: sobre Morangos e Catlleyas do autor Genival Poeta
Tive a honra de escrever o prefácio de Morangos e Catlleyas, e participar desse momento é como testemunhar o nascimento de um filho — feito de palavras, memória e afeto.
Um livro nasce assim: do tempo, da escuta, da coragem de quem decide colocar o que sente no mundo. E acompanhar esse nascimento, ainda mais de um autor da nossa terra, é um gesto que me atravessa profundamente.
Desde o título, Genival Poeta nos apresenta uma dualidade sensorial que percorre toda a obra: a doçura ácida do morango e a delicadeza firme das cattleyas. Carne e pétala. Desejo e afeto. Terra e elevação. Cada poema parece brotar desse encontro, como algo que precisa ser sentido antes de ser explicado.
Os versos caminham pelo chão batido da cultura nordestina, pela oralidade, pelo galope do repente, pelo som da viola, pela memória coletiva e íntima. Há o poeta que se forma na beira do mar, no forró, na chuva que demora, no amor vivido sem disfarces. Mas há também o homem atento ao mundo, que transforma poesia em denúncia e não se cala diante da violência, do machismo, do racismo e das injustiças que seguem ceifando flores — sobretudo as humanas.
Morangos e Catlleyas é um livro para ser lido com o coração aberto e os sentidos despertos. Cada verso tem gosto, cheiro e memória. Ao final, algo em nós floresce — mesmo que doa. E talvez seja exatamente isso que a boa poesia faz: nasce, nos atravessa e permanece.
Meu sincero agradecimento a Genival Poeta pela generosidade e pela confiança em acreditar na minha sensibilidade para prefaciar e acompanhar o nascimento desta obra. 🤍🍓🌺
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